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Minha Autobiografia no Portefólio Reflexivo de Aprendizagem

 


Chamo-me Paulo Caldeira da Silva, sendo o Silva herdado do meu pai e o Caldeira herdado da minha mãe, nasci a 28 de Abril de 1962 segundo me dizia a minha mãe, às 11 horas da manhã e com 4,8 quilogramas em Portugal, na localidade da Panasqueira, concelho e freguesia de Oleiros, distrito de Castelo Branco.

 

Sou o segundo filho do segundo casamento de Silvino da Silva, natural da Panasqueira e de Maria do Carmo Caldeira, natural de Pombal, ambos da freguesia e concelho de Oleiros.

A minha Fotografia

 

Sou filho de uma família pobre, mas unida em todo o tempo em que os meus pais estiveram juntos e ainda hoje, apesar de já terem passado muitos anos após a morte do meu pai e alguns anos após a morte da minha mãe, continuamos a ser uma família de 5 irmãos ainda vivos, todos os meus cunhados e, a minha cunhada viúva, esposa do meu irmão mais novo já falecido, vítima de cancro na cabeça, todos unidos.

 

Com 2 anos de idade, o meu pai, a minha mãe, o meu irmão mais velho e eu, fomos para Lisboa e o meu pai começou a trabalhar para a Câmara Municipal de Lisboa.

 

Com 6 anos de idade voltámos para Oleiros, onde frequentei a escola até ao 6º ano de escolaridade com resultados muito positivos.

 

Devido a ter nascido numa família bastante pobre e por causa de uma operação que a minha mãe fez por altura da minha saída do 6ª ano de escolaridade, vi-me forçado a começar a trabalhar nas Caldas da Rainha, numa empresa chamada de Frami-Facal a apanhar morangos, tomates e outras frutas, tinha eu aproximadamente 13 anos de idade.

 

Na sequência, fiz várias saídas para as vindimas em Almeirim, para apanhar azeitona nos arredores de Tomar e arredores de Castelo Branco e, tendo inclusivamente trabalhado em lagares de azeite.

 

Ajudei o meu pai na agricultura e fui resineiro com os meus irmãos e pai, até 1977 aproximadamente.

 

Trabalhei também como madeireiro e lenhador para Abílio Matias, durante mais 2 anos e em 1980 comecei a trabalhar como ajudante de electricista, para uma empresa chamada Pinto & Bentes em Oleiros, em linhas de baixa, média e alta tensão durante 6 meses.

 

Depois disso, trabalhei ainda na construção civil, primeiro como servente, depois como pedreiro, para um dos meus tios da parte do meu pai, chamado Acácio da Silva, até 1985.

 

Como achava que ganhava pouco fui para Lisboa, exercendo a mesma função mas numa outra empresa, Teixeira Duarte, tendo posteriormente emigrado para França e, continuado a arte.

 

Aí aprendi a ser ladrilhador e jardineiro e a falar francês e, no final já era encarregado de todos os trabalhos numa escola Bíblica, chamada (Centre de Formation Biblique) em Bordéus.

 

Regressei a Portugal e fui para Albufeira no Algarve, trabalhar na mesma área para vários subempreiteiros na Galé e arredores.

 

Por volta de 1992, fui ajudante de electricista no primeiro Hotel da empresa Hotéis Vila Galé.

 

Entretanto vim para Oleiros, onde trabalhei por conta própria como ladrilhador durante mais 3 anos e em 1996, fui trabalhar para a Alemanha, em Mainz, onde depois de tanto trabalhar, fui roubado tal como todos os colegas de trabalho por um patrão subempreiteiro português, que desapareceu com o nosso dinheiro dos salários de 8 meses de trabalho e, só com a ajuda de um padre católico duma missão portuguesa que me deu 1000 marcos, é que me foi possível regressar a Portugal.

 

Seguidamente e ainda em crise financeira fui para os Foros de Amora, freguesia da Amora e concelho do Seixal, onde trabalhei mais uma vez como pedreiro e ladrilhador por conta própria, até ao final do ano 2000.

 

Na sequência da crise na construção civil que ocorreu por esta altura, fiquei sem trabalho e comecei a trabalhar em outros ramos, primeiro como jardineiro na Junta de Freguesia da Arrentela, concelho do Seixal, depois num armazém de ferro para a construção civil na Boa Hora, freguesia da Arrentela e, no final, como operador de linha de montagem de carros, na empresa Autoeuropa, em Palmela, durante 6 meses.

 

Enquanto trabalhei nesta empresa, foi-me facultada uma acção de formação subordinada ao tema, Higiene, Primeiros Socorros e Segurança no local de Trabalho.

 

Contudo, a marca Ford retirou os carros da linha de produção, tendo apenas ficado a Volkswagen e a Seat e, como tinha sido dos últimos a entrar, eu fui um dos muitos funcionários que foram despedidos, o que me deixou de rastos porque tinha família e uma renda de casa muito alta.

 

Desempregado, aceitei a ajuda do Centro de Emprego e ingressei num Curso de Formação Profissional de Electricista de Instalações, o qual concluí no Centro de Formação Profissional do Seixal em Agosto de 2002, com estágio incluído, realizado na empresa SEPS, LDA., com Sede na Cruz de Pau, freguesia de Amora, concelho do Seixal.

Formado com Sucesso

 

Neste Centro de Formação, enquanto frequentava o curso de electricista, também obtive a equivalência ao 9º ano de escolaridade, frequentando aulas em regime pós laboral, quando foi posto à experiência este tipo de equivalências com o nome de RVCC.

 

Já com o diploma de electricista na mão, trabalhei como pré-oficial de electricista na empresa SÁ da Cruz de Pau, na Cruz de Pau e de seguida, como electricista na empresa DUARTILUZ, nos Brejos de Azeitão e no El Corte Inglés, em Lisboa.

 

No final de 2003 voltei para Oleiros, uma vez estar novamente desempregado e sem dinheiro para pagar a renda de casa.

 

Fui trabalhar na empresa Afonsos, primeiro como operador, depois como responsável e chefe de turno na Fábrica da Lenha.

 

Emigrei novamente para a França para a zona de (Sisteron), numa campanha de apanha de maçãs e regressei à mesma vila, com o nome de (Mote duCaire), para outra empresa francesa e para a poda das macieiras, onde tive um princípio de AVC.

 

Retornei a Portugal e estando novamente desempregado frequentei um curso de Construções Metálicas, promovido pela empresa Pinhal Maior em 2005, com a duração de um ano, não o tendo concluído dado ter regressado novamente a França, para onde fui apanhar Fruta nas proximidades de (Nimes).

 

Entretanto, separei-me da minha ex-companheira depois de 17 anos de união, mais por opção dela por termos muitas quezílias entre nós devido à falta de dinheiro, que me deixou muito triste sobretudo por causa dos meus 3 filhos e um enteado que criei como sendo mais um filho meu.

 

No entanto, somos atualmente amigos e entendemo-nos muito bem, para bem dos nossos filhos, os quais me amam e não me desprezaram.

 

Continuei neste vaivém entre Portugal-França e França-Portugal com uns biscates pelo meio, ou empregos temporários durante mais uns anos e, como desempregado de longa duração, aceitei a ajuda do Centro de Emprego da Sertã e ingressei no Curso de Técnico Instalador de Sistemas Solares Térmicos, no dia 24 de Março de 2011, o qual concluí satisfatoriamente, depois de ter concluído o respetivo estágio em Oleiros, no ano seguinte.

 

Com este curso obtive também a equivalência ao 12º ano de escolaridade, que já foi, é e será muito útil para a minha vida pessoal, assim como para a minha vida profissional.

 

Depois disso continuei a trabalhar na empresa onde fiz o estágio até que fui ficando cego do olho direito e, em Agosto de 2013 fiz e concluí satisfatoriamente um mini curso de Informática, onde apesar de já saber a maioria da matéria, ainda assim me foi muito útil porque aprendi muito mais.

 

Infelizmente sou de novo um desempregado de longa duração, talvez devido a não ter visão no meu olho direito, mas não estou parado porque comecei a fazer Sites meus para a Internet que incluem este meu Portefólio Reflexivo de Aprendizagem, assim como a manutenção deles e, todo o tipo de serviços necessários para que eles estejam bem posicionados nos motores de busca como o Google, o Bing, etc...

 

Mas quem sou eu afinal?

 

Sou pai de 3 filhos, o primeiro, Tiago Miguel Barata da Silva nascido a 25/Outubro/1993, o segundo, Luís Filipe Barata da Silva nascido a 21/Agosto/1997 e André Levi Barata da Silva nascido a 06/Setembro/2004 e, o meu enteado, Paulo Alexandre Barata Pires nascido a 24/Fevereiro/1989, que me considera como o seu pai, por não ter conhecido o seu verdadeiro pai biológico.

 

Sou um curioso, desenvolvi os meus conhecimentos de informática, configuração de computadores e redes e, bastantes conhecimentos na ótica da programação e Webmaster da Internet em PHP, HTML, CSS e JS.

 

Tenho conhecimentos de Inglês, Francês e Espanhol, tenho boa capacidade de organização e gosto pela inovação e debate de ideias, adaptação a novas situações e, facilidade de trabalhar em equipa.

 

Também tenho gosto pela leitura, em especial no que reporta a matérias de estudos de evolução e pesquisa e, normalmente aplico os conhecimentos adquiridos, nomeadamente com a formação académica e profissional, na minha vida, assim como com o que aprendi na Universidade da Vida.

 

Como passatempos, gosto de pesquisar na Internet, de configurar Computadores como biscates ou para proveito próprio, de tocar Viola para prazer pessoal e, raramente, de fazer uma pequena Jardinagem no quintal da minha casa, embora estes passatempos sejam mesmo raros, devido a estar sempre ocupado com os meus Sites, que apesar de terem um teor sem fins lucrativos, seria uma burrice da minha parte se não ganhasse algum rendimento extra com anúncios.

 

Mesmo tendo tido muitos dissabores durante a minha vida, também tive algumas alegrias e atualmente vivo o meu dia-a-dia com optimismo e tranquilidade, tenho uma mente aberta, sou bastante sociável e, geralmente sou alegre e bem-disposto.

 

Peço desculpa se esta minha Autobiografia foi algo longa, mas também a minha vida o foi, porque estou quase a fazer 58 anos agora que estou a escrever e, comecei bem cedo o meu percurso na Escola da Vida.

 

Logotipo do Portefólio Reflexivo de Aprendizagem de Paulo C. Silva

 

 

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